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4/22/2010


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A capacidade humana de inovar é condição essencial para o alcance da sustentabilidade do planeta em suas três vertentes: econômica, ambiental e social

No dia 22 de abril, o mundo comemora mais um Dia Internacional da Terra diante do desafio vital: a demanda da população deve crescer, em cerca de uma década, acima da capacidade de gerar alimentos. Para atender a todos, a produção anual de cereais precisará crescer, de acordo com a Organização Mundial das Nações Unidas, ONU, quase um bilhão de toneladas, em relação aos 2,1 milhões de toneladas de hoje, e de carne, das atuais 200 milhões de toneladas para 470 milhões. Esta tarefa se torna ainda mais dramática diante da limitação dos recursos naturais e da necessidade de adaptação dos cultivos às mudanças climáticas.

O Brasil possui disponibilidade de área, oferta de água e clima favorável em quase todo o seu território. Os outros dois únicos países com capacidade para atender a demanda global não possuem esta importante vantagem: os Estados Unidos, ainda maior produtor de grãos do mundo, já ocupa 53% de sua área agricultável; a China já esgotou 47% de suas áreas férteis. No Brasil, apenas 9,8% das terras potencialmente produtivas são, hoje, cultivadas. Somente a área do Cerrado apta ao cultivo - sem a necessidade de derrubar uma só árvore - é igual a toda área de 32 países europeus. Ou seja, o futuro sustentável do planeta passa, necessariamente, pelas competitivas lavouras do Brasil afora.

Porém, a questão é: como ampliar a produção de alimentos - e não há outra forma de começar a pensar em sustentabilidade - conservando os recursos naturais? A resposta está em garantir aos agricultures cada vez melhores recursos tecnológicos. 'A agricultura moderna é um elemento-chave do desenvolvimento sustentável e essencial para o bem-estar da humanidade e do planeta', afirma o líder mundial Kofi Annan, ex-secretário-geral da ONU. 'É o único caminho para transformar o desejo da sustentabilidade em uma realidade diária para todos os povos, em suas três grandes vertentes: econômica, ambiental e social'.

De fato, a maior produtividade agrícola, apoiada na inovação tecnológica, gera trabalho e renda no campo; nas cidades, garante a cesta mais farta de alimentos e o uso de energia renovável. Esse uso de tecnologia permite produzir mais em menor área, poupando, assim, o uso de insumos, de terra e água. Na visão da ANDEF e suas associadas, essas conquistas traduzem a sustentabilidade em sua plenitude. Pois tanto quanto a Terra, os grandes beneficiados são as pessoas.

Eduardo Daher, diretor-executivo da Andef, Associação Nacional de Defesa Vegetal

História do Dia Internacional da Terra

No próximo dia 22 de abril, comemoramos o Dia Internacional da Terra. Antes chamada apenas de Dia da Terra, a celebração foi criada para lembrar aos seres humanos suas obrigações em preservar o planeta. A data foi criada em 1970, ano em que o senador norte-americano Gaylord Nelson convocou a primeira manifestação protesto nacional contra a poluição. A partir de 1990, o dia passou a ser reconhecido por diversos outros países, sendo oficializado pela ONU - Organização das Nações Unidas, em 2009.

Calcula-se que a atual população do planeta seja de aproximadamente 6,8 bilhões de pessoas. Para os próximos 50 anos, a FAO - Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação - prevê que a população mundial seja de 9,1 bilhões de habitantes. Neste cenário, a agricultura exerce um papel fundamental: precisa aumentar sua produtividade em 70%, a fim de alimentar 2,3 bilhões a mais de pessoas.



Fonte: Ass. Nacional de Defesa Vegetal - ANDEF

Publicado por:
Cassia Celestino

 
 

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